RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ambição do governo brasileiro de se aproximar de economias liberais do G7 não se concretiza
  • Organizadores da cúpula que começa nesta sexta-feira optaram por convidar Índia, Coreia do Sul e Austrália
  • Bolsonaro também ficou de fora da cúpula do G7 em 2019, quando Macron optou por convidar Chile, África do Sul e Egito

As principais economias do mundo desenvolvido realizam nesta sexta-feira sua cúpula, com uma pauta que inclui a resposta à pandemia, a recuperação do crescimento e meio ambiente.

O G7, neste ano, optou por repetir o que já é uma tradição e convidou aliados. Mas deixou o presidente Jair Bolsonaro de fora, frustrando os planos do governo brasileiro de se aproximar dos países ricos.

No evento que é sediado pelo governo britânico, o G7 (formado por Canadá, Reino Unido, Itália, Japão, França, EUA e Alemanha) estendeu o convite para Índia, Coreia do Sul e Austrália. Há dois anos, na França, o presidente Emmanuel Macron também fez convites a parceiros e emergentes durante a cúpula do G7. Mas, uma vez mais, o Brasil ficou de fora. Paris optou por chamar o Chile, Egito, África do Sul, Senegal, Índia e Ruanda. ... - 

Em 2020, Bolsonaro anunciou que Donald Trump o havia convidado para a cúpula, que seria organizada nos EUA. Mas a pandemia e a derrota eleitoral do republicano obrigaram a Casa Branca a reconsiderar o evento. A ausência na mesa das maiores economias do mundo passou a ser uma frustração para o governo brasileiro que, desde que chegou a poder, demonstrou que tinha como objetivo se alinhar aos interesses do Ocidente. Parte da estratégia ainda envolve uma adesão à OCDE. Enquanto isso, o governo brasileiro esvaziou o Mercosul, desfez alianças na América do Sul, se afastou de projetos na África e passou a minimizar a cúpula dos Brics. 

FONTE : 


Jamil Chade

Colunista do UOL

11/06/2021 04h00